080 - Cortando o Exceso
Gabi recebeu, numa festinha que participou, algumas bexigas, daquelas compridas que se costumam montar vários tipos de bichinhos. No outro dia só restava uma e, mesmo assim, estava com metade do ar original. Uma parte dela estava com ar e a outra estava bem murcha, formando aquele rabinho, diria até que o conjunto lembraria um camundongo, se existisse algum da cor lilás.
O fato é que Gabi estava bastante incomodada com aquele rabinho pendurado do outro lado da parte cheia da bexiga. Por várias vezes ela chegou ao meu lado solicitando que eu enchesse a parte que faltava. Pacientemente lhe explique, em cada uma das vezes, que não seria possível, visto que a bexiga estava com um nó muito apertado.
Achei que ela já havia desistido da ideia de reencher a bexiga. Fui para o computador e a deixei na sala com seus brinquedos. Alguns minutos depois ouvi um grito alto de criança, que depois se transformou em choro alto, era Gabi na sala. Corri para lá imediatamente.
Encontrei Gabi com uma tesourinha na mão, aos prantos. Preocupado, perguntei se ela havia se cortado, mas, analisando suas mãos, percebi que ela estava sem qualquer arranhão ou corte. Insisti para que ela me dissesse o que ocorrera, e ela respondeu, fazendo-me quase chorar de tanto rir:
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