085 - Dia de Quê?
Queria dar um presente para Gabi, e procurei saber o que rondava pela sua cabeça como sonho de consumo. Descobri que ela queria uma toca, daquelas que têm um tubo interligando os dois lados, cada um com uma toca, claro. O outro desejo seu era um vídeo game. Deixei que ela escolhesse entre a toca e o vídeo game. Ela escolheu o vídeo game.
Procurei saber com amigos, e também através da internet, qual o melhor vídeo game para uma criança de três anos de idade. A solução encontrada foi um dos mais simples, com poucos botões e jogos mais fáceis. Foi esse que comprei.
Depois de um tempo descobrimos que ele não era tão fácil como pensávamos, nem ela. Seus reflexos ainda não eram suficientes para dominar a grande maioria dos jogos. Para piorar a situação, a definição das imagens dos jogos não era lá essas coisas, ela estava acostumada a ver os jogos atuais nas lojas de games dos shoppings. O vídeo game foi uma decepção para ela.
Passada a decepção inicial, ela começou a apelar. Sempre que podia, deixava claro que a toca era melhor. Eu me fazia de desentendido. Alguns espertalhões de plantão podem até pensar que eu forcei a escolha, pensando em pegar uma carona no brinquedinho dela. Desistam! Vídeo game nunca foi minha praia, sempre achei uma perda de tempo sem retorno, além de uma câimbra aqui e outra ali. Quando criança ou adolescente sempre gastei minhas energias com os esportes, preferencialmente o futebol. Depois disso, ler, escrever e... bares!
Gabi voltou a me provocar com a história da toca. Chegou pra mim e disse:
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